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Assistente Técnico-Administrativo - MPE/BA (FGV)

Olá, meu povo!

No próximo sábado (13 de janeiro), estaremos participando do Aulão de Véspera no Gabarito Concursos:


O Gabarito Concursos informa:
Estão abertas as inscrições para o Super Aulão de Revisão da SEFIN.  As inscrições devem ser realizadas presencialmente na secretaria do Gabarito Concursos.
*VAGAS LIMITADAS*
OBS: As inscrições devem ser realizadas impreterivelmente até às 12:00 do dia 12/01/2018.

Detalhes do Aulão:
Data: 13/01/2018
Início: 07:40
**As aulas serão ministradas em salas separadas: Auditor e Técnico**.

Investimento:
GRATUITO
Solicitamos aos participantes 1Kg (ou mais) de alimento não perecível para doação.

OBSERVAÇÃO: O caderno de questões que será utilizado pelos professores durante a revisão estará disponível (impresso) para os que tiverem interesse em adquiri-lo.
VALOR: R$10,00

Qualquer dúvida, entre em contato conosco.
Fone:3302-0779
Whats: 99292-5006

E enquanto o Aulão não chega, vamos comentando questões da Fundação Getúlio Vargas (FGV), banca organizadora do certame. Dessa vez, escolhi algumas questões de 2017 da prova de Assistente Técnico-Administrativo do Ministério Público do Estado da Bahia (MPE/BA). Vamos ver!
Uma praça tem a forma do polígono OPQRST da figura abaixo e cada lado desse polígono mede 40m. Serafim partiu do ponto O e percorreu, no sentido anti-horário, 2000m.
No final do percurso, Serafim estava no ponto:
(A) P;
(B) Q;
(C) R;
(D) S;
(E) T.
Questão de Orientação Espacial, onde devemos analisar a figura apresentada. Além disso, precisaremos nos lembrar de um conceito estudado em nossas aulas presenciais, chamado ‘Questão Carimbo’, (se você não conhece, clica aqui para ver um exemplo) e que deveremos utilizar nessa questão, ok?
Bem, o que sabemos da questão?
1. cada lado do polígono mede 40m;
2. a questão nos manda partir do ponto O;
3. precisamos percorrer 2000m no sentido anti-horário.
Então, vamos pensar! A praça tem 6 lados, o que nos leva a concluir que, para darmos uma volta completa, precisaremos percorrer 240m.
A ideia então é saber quantos ‘pedaços’ de 240m (ou seja, 1 volta!) temos em 2000m. E é aí que entra a ‘Questão Carimbo’, não é mesmo?
Dividindo 2000 por 240, encontramos o quociente = 8, com resto = 80. Ou seja, darei 8 voltas completas e pararei a 80m depois do meu ponto inicial.
Assim, partindo do ponto O e percorrendo 80m, ou seja, 2 lados do polígono, no sentido anti-horário, pararemos no ponto Q.

Gabarito: letra B.

Carlos comprou um pacote de peras. Deu metade das peras para sua mulher, deu duas peras para sua filha e ficou com as outras quatro peras que sobraram. O número de peras que havia no pacote que Carlos comprou é:
(A) 8;
(B) 10;
(C) 12;
(D) 14;
(E) 16.
A FGV não é lá de cobrar o Princípio do Revestrés! Mas, apareceu nessa prova!
Caaaalma! Não sabe que Princípio é esse? Eu explico (clica aqui e veja esse vídeo que traz tudo o que você precisa saber sobre o assunto, ok?)
Assim, temos:
Aplicando o ‘Revestrés’:
Assim, ‘O número de peras que havia no pacote que Carlos comprou’ é igual a 12.

Gabarito: letra C.

Considere a afirmação:
“Todo baiano é um homem feliz”.
Uma afirmação logicamente equivalente é:
(A) Todo homem feliz é baiano;
(B) Um homem que não é feliz não é baiano;
(C) Quem não é baiano não é feliz;
(D) Um homem é baiano ou é feliz;
(E) Um homem não é feliz ou não é baiano.
Traduzindo: a questão nos pede a equivalência do Todo.
Assim, precisamos pensar de 2 maneiras:
1. aplicando os conceitos da Lógica de 1ª Ordem, sabemos que a equivalência do Todo é o Nenhum Não. Ficaria assim:
NENHUM baiano NÃO é um homem feliz”
Bom, essa opção não temos nas alternativas, não é? Então...
2. precisamos transformar o Todo em Se...Então. Fica assim:
“Todo baiano é um homem feliz”.
é o mesmo que
SE um homem é baiano ENTÃO é um homem feliz”.
A partir dessa transformação, precisamos aplicar as regras da Equivalência da Condicional, que pode ser:
Inverte e Nega
SE um homem NÃO é feliz ENTÃO NÃO é baiano”.
ou
Troca pelo “OU”
Um homem NÃO é baiano OU é (um homem) feliz”.
Se 0lharmos muito rápido as alternativas, não encontraremos resposta. Porém, analisando-as, veremos que ‘Um homem que não é feliz não é baiano’ traz a mesma ideia de ‘SE um homem NÃO é feliz ENTÃO NÃO é baiano’, concordam?

Gabarito: letra B.

E aí, gostaram das questões? Bem tchuchuquinhas, não? Pois, continuem os estudos, especialmente na resolução de questões que, a qualquer momento, volto com mais dicas e resoluções aqui no ‘Beijo...’.

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FCC trouxe uma questão diferente

Olá, meu povo!

No último dia 6, a Fundação Carlos Chagas (FCC) aplicou a prova para provimento do cargode Auxiliar da Fiscalização Financeira II, Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE/SP).

E uma das questões me chamou atenção porque a banca 2 assuntos bem incomuns nas provas de concurso:
- negação da disjunção exclusiva
- equivalência da bicondicional

Mesmo sendo incomum, mas nos nossos estudos do EuVouPassar, falamos que:
~(p v q) = (p <-> q)
~(p <-> q) = p v q
Ou seja, a negação da disjunção exclusiva é uma bicondicional;
e a negação da bicondicional é uma disjunção exclusiva

Agora temos a parte mais incomum ainda:
(p <-> q) = (p ^ q) v (~p ^ ~q)
(p <-> q) = (~p ^ ~q) v (p ^ q)

Digamos que temos a seguinte proposição:
Pedro ganha a bola SE E SOMENTE SE ganhar a bicicleta

Daí, podemos dizer de uma outra forma:
Pedro ganha a bola E ganha a bicicleta
OU
Pedro NÃO ganha a bola E NÃO ganha a bicicleta
A outra forma é só trocar de posição as conjunções, ok?

Para não restar nenhuma dúvida, montemos também a Tabela Verdade:
p
q
~p
~q
p ^ q
~p ^ ~q
(p ^ q) v (~p ^ ~q)
V
V
F
F
V
F
V
V
F
F
V
F
F
F
F
V
V
F
F
F
F
F
F
V
V
F
V
V

Mesma Tabela Verdade da bicondicional, não é mesmo?

Agora que mostramos as regras, vamos dar uma olhada na questão da prova.

Considere a afirmação:
Se Kléber é escritor, então ou João é biólogo ou é matemático.
Uma afirmação equivalente é:
(A) Se João não é biólogo e é matemático, então Kléber não é escritor.
(B) Se João não é biólogo nem matemático ou se João é biólogo e matemático, então Kléber não é escritor.
(C) Se João é biólogo e não é matemático, então Kléber não é escritor.
(D) Se João é biólogo e não é matemático ou se João não é biólogo e é matemático, então Kléber não é escritor.
(E) Se João é biólogo e matemático, então Kléber é escritor.

Temos que:
Kléber é escritor = KE
João é biólogo = JB
João é matemático = JM

Assim:
KE -> (JB v JM)

‘Inverte e Nega’, meu povo!
~[(JB v JM)] -> ~KE

Aqui já cabe um alerta: vejam que a 2a parte da condicional tem ~KE, ou seja, Kléber não é escritor. Logo, a alternativa E já está fora, ok?

Continuando, a 1a parte da condicional traz uma negação da disjunção exclusiva. Já vimos que é nossa bicondicional, não é mesmo?
[(JB « JM)] -> ~KE

Agora é a hora da equivalência da bicondicional!
[(JB  ^ JM) v (~JB  ^ ~JM)] -> ~KE
Ou
[(~JB  ^ ~JM) v (JB  ^ JM)] -> ~KE

Traduzindo:

Se João não é biólogo E João não é matemático OU se João é biólogo E João é matemático, então Kléber não é escritor.


Resposta: letra B.

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(Atualização em 22/12/2015): a equivalência da bicondicional estava com erro, mas já arrumei.