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Técnico – TJ/AM (2)


Olá, meu povo!

Ficou mais uma questão da prova o concurso do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ/AM) para ser comentada. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) já trabalhou com uma questão idêntica na prova de Advogado da Companhia Docas do Estado de São Paulo e também gerou uma certa dúvida. Infelizmente, a melhor maneira de explicar essa questão será com a construção da tabela-verdade

Considere como verdadeiras as sentenças a seguir:
I. Se Andre não é americano, entao Bruno é francês.
II. Se Andre é americano, entao Carlos não é inglês.
III. Se Bruno não é francês entao Carlos é inglês.
Logo, tem-se obrigatoriamente que:
(A) Bruno é francês
(B) Andre é americano
(C) Bruno não é francês
(D) Carlos é inglês
(E) Andre não é Americano

A primeira ideia que o candidato pensa é: “Como temos somente condicionais, vou escolher uma das duas proposições simples que formam a condicional e atribuir um valor lógico. Se todas as sentenças derem verdadeiro, então é porque ‘chutei’ certo!”.

Muito cuidado, meu povo! Isso realmente é correto, porém em partes... Olhem só!

Temos como proposições:
AA = ‘Se Andre não é americano, entao Bruno é francês
BF = ‘Se Andre é americano, entao Carlos não é inglês
CI = ‘Se Bruno não é francês entao Carlos é inglês.

Logo:
I. ~AA -> BF
II. AA -> ~CI
III. ~BF -> CI

Vamos admitir que AA seja ‘V’, ok? Vejamos o que acontece:
II. V -> ~CI => na condicional, se a 1a parte é V, então obrigatoriamente a 2a parte também será V. Portanto, ~CI = V, ou seja, CI = F.

Substituindo CI = F na III, temos:
III. ~BF -> F =? na condicional, se a 2a parte é F, então obrigatoriamente a 1a parte também será F. Assim, ~BF = F, ou seja, BF = V.

Confirmando que as 3 sentenças serão verdadeiras, a I ficaria:
I. ~AA -> BF => F -> V = V (ok!)

Conclusão:
André é americano
Bruno é francês
Carlos não é inglês

Porém, vejamos o que acontece se admitirmos AA como sendo ‘F’...
I. ~F -> BF -> V => BF Þ na condicional, se a 1a parte é V, então obrigatoriamente a 2a parte também será V. Portanto, BF = V.

Substituindo BF = V na III, temos:
III. ~V -> CI => F -> CI Þ na condicional, se a 1a parte é F, então não temos como definir o valor lógico da 2a parte, já que F -> F = V e F -> V = V

Por último, temos a II:
II. AA -> ~CI => F -> V ou F => mesmo entendimento da anterior, ou seja, se a 1a parte é F, então a sentença será V, independente do valor lógico da 2a parte, ok?

Conclusão:
André não é americano
Bruno é francês
Carlos PODE OU NÃO ser inglês

Viram a necessidade de fazer uma análise mais ‘apurada’ da estrutura lógica??? Agora, vendo a tabela-verdade (mesmo demorando um pouco mais...), a análise vai ficar mais fácil.

Teremos uma tabela-verdade com 8 linhas, ok?

Só me interessam as linhas onde as sentenças I, II e III sejam TODAS verdadeiras:

Restaram apenas 3 linhas! Notem que o valor lógico de AA tanto pode ser V como F. O mesmo acontece com CI. Portanto, não podemos decidir com certeza se André é ou não é americano, ou que Carlos é ou não é inglês.

A única certeza que temos, comprovado pela tabela-verdade, é que, nas linhas que sobraram, BF é V. Assim, obrigatoriamente, Bruno é francês.

Resposta: letra A.

Observação: vejam como é interessante conhecer o ‘estilo’ da banca! Para quem já tinha visto a questão antiga da FGV já saberia que a análise mais ‘produtiva’ seria fazendo a tabela-verdade!

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Beijo no papai e na mamãe,
PH
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Técnico – TJ/AM


Olá, meu povo!

Aqueles que me acompanham, seja pelo ‘Beijo...’, EVP ou Facebook, sabem que ministrei algumas aulas em Manaus, como preparatório para o concurso do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ/AM) e que tive uma recepção super calorosa (obrigado, Manaus!), com vários alunos postando mensagens aprovando o curso.

Pois bem. No último final de semana, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) realizou a prova de Técnico. Algumas questões já comentei diretamente no Facebook. Agora, vou comentar uma delas que foi um pedido generalizado.

A respeito de um conjunto de cem processos judiciais, sabe-se que:
I. pelo menos um deles é de 2o  grau;
II. entre quaisquer quatro desses processos, pelo menos um é de 1o grau.
Sobre esse conjunto de processos judiciais tem-se que:
(A) exatamente 75 são de 1o grau
(B) no máximo 97 são de 2o  grau
(C) no mínimo 97 são de 1o grau
(D) no máximo 25 são de 2o  grau
(E) no máximo 75 são de 1o grau

Muitos alunos ficaram questionando como interpretar esse tipo de questão. Então, vamos lá!

Pensemos numa bacia com 100 processos, ok? Vamos retirar 4 processos de uma vez (como fala o item II) e preparar situações que NÃO ‘quebrem’ as regras estabelecidas!



PH, o último item quebra a regra I!!!

Negotoff, meu povo! Vejam que a regra I deve ser lida em conjunto com o texto inicial, ou seja, ‘A respeito de um conjunto de cem processos judiciais, sabe-se que pelo menos um deles é de 2o  grau’. Assim, se eu tirar 4 processos de 1o grau, posso ter ainda, dentre os 96 restantes, 1 processo de 2o grau! Ficou tranqüilo???

Porém, algo NÃO poderá acontecer!

Se eu tirar 4 processos de 2o grau, estarei ferindo a regra II, não é mesmo? Prestem atenção agora:
NÃO PODE HAVER, EM QUALQUER RETIRADA DE 4 PROCESSOS, TODOS SENDO DE 2O GRAU!!!

Conclusão:
1. do total de 100 processos, só podemos ter, NO MÁXIMO, 3 processos de 2o grau! Mais do que isso, feriria a regra II em alguma combinação de 4 processos;
2. Se só posso ter no máximo 3 processos de 2o grau, o restante (97 processos) é o MÍNIMO possível para os processos de 1o grau, já que vimos haver possibilidades de ter apenas 1, 2 ou 3 processos de 2o grau.

Resposta: letra C.

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PH
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Aleluia, Manaus!


Olá, meu povo!

Demorou, mas saiu...

Explicando: estive em Manaus no último final de semana (PS: obrigado pelo carinho de todos nos aulões para o Enem e TJ/AM, e um agradecimento especial a toda a equipe do Pré-Uni e aos amigos Halysson e Paulo Puga) e, ao tentar comentar uma questão, o povo saiu voaaaaando de dentro da sala.

Na hora, não consegui montar de uma maneira mais adequada a resolução, porém PROMETI um comentário detalhado. E promessa é dívida!

A questão foi da prova de 2010 para Assistente Técnico de Gestão em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), prova esta realizada pela Fundação Getúlio Vargas.

Antônio disse a seguinte frase para seu amigo:
Eu tenho 16 anos a mais do que você tinha na época que eu tinha a idade que você tem. Quando você tiver 6 anos a mais do que eu tenho, teremos juntos 100 anos.
A idade de Antônio é:
(A) 32 anos. 
(B) 64 anos.
(C) 54 anos. 
(D) 40 anos.
(E) 46 anos.

Segue o vídeo comentando a questão:

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PH
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Técnico Judiciário (Administrativo) – TRT/PR


Olá, meu povo!

A colega Cristiane participou do concurso para o cargo de Técnico Judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 9a Região (TRT/PR), realizada agora em Marco pela FundaÇão Carlos Chagas. E, nas palavras dela, ‘ficou perdidinha com a formiga...’ e pediu nosso comentário.

Então, vou procurar minha formiga adestrada para ajudar na resolução, ok? Enquanto isso, leiam a questão!

Em um terreno plano, uma formiga encontra-se, inicialmente, no centro de um quadrado cujos lados medem 2 metros. Ela caminha, em linha reta, até um dos vértices (cantos) do quadrado. Em seguida, a formiga gira 90 graus e recomeça a caminhar, também em linha reta, até percorrer o dobro da distância que havia percorrido no primeiro movimento, parando no ponto P. Se V é o vértice do quadrado que se encontra mais próximo do ponto P, então a distância, em metros, entre os pontos P e V é
(A) igual a 1.
(B) um número entre 1 e 2.
(C) igual a 2.
(D) um número entre 2 e 4.
(E) igual a 4.

Encontrei a ‘bichinha’. Agora, vamos desenhar  a figura de acordo com as dicas da questão, ok?

1. ‘Em um terreno plano, uma formiga encontra-se, inicialmente, no centro de um quadrado cujos lados medem 2 metros. Ela caminha, em linha reta, até um dos vértices (cantos) do quadrado.

2. ‘Em seguida, a formiga gira 90 graus e recomeça a caminhar, também em linha reta...

3. ‘até percorrer o dobro da distância que havia percorrido no primeiro movimento, parando no ponto P

4. ‘Se V é o vértice do quadrado que se encontra mais próximo do ponto P, então a distância, em metros, entre os pontos P e V é

Só no ‘olhometro’, conseguimos enxergar o valor de ‘D’, não?

Mas PH, na hora da prova, com a mão tremendo, sem sua formiga adestrada, o desenho não fica assim, né?

Perfeito, meu povo! Então, vamos deduzir!
1. quando a formiga andou do centro ao vértice, ela andou metade da diagonal, correto?
2. no 2o movimento, ela andou o dobro. Ou seja, a diagonal completa, ok?

Agora, atenção!!!
3. e se, ao invés da formiga andar a diagonal completa apos girar 90 graus, ela voltasse e andasse no sentido contrário ao do 1o movimento, onde ela iria chegar? Olhem o desenho:


E aí, qual é o valor de ‘D’? D igual a 2.

Resposta: letra C.

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Técnico Superior (Administração) – DETRAN/SE


Olá, meu povo!

O colega Antônio Carlos deixou uma questão no nosso grupo no Facebook (link no final do post) e nos pediu um comentário. A questão foi cobrada na prova de Técnico Superior do Departamento Estadual de Trânsito do Estado do Espírito Santo (DETRAN/SE), realizada em 2010 pelo Cespe/UnB.

Durante blitz de rotina, um agente de trânsito notou um veículo que havia parado a distância, no qual o condutor trocou de lugar com um dos passageiros. Diante dessa situação, o agente resolveu parar o veículo para inspeção. Ao observar o interior do veículo e constatar que havia uma lata de cerveja no console, indagou aos quatro ocupantes sobre quem teria bebido a cerveja e obteve as seguintes respostas:
— Não fui eu, disse Ricardo, o motorista.
— Foi o Lucas, disse Marcelo.
— Foi o Rafael, disse Lucas.
— Marcelo está mentindo, disse Rafael.
Considerando a situação hipotética acima, bem como o fato de que apenas um dos ocupantes do veículo bebeu a cerveja, julgue o item subsequente.
Considerando-se que apenas um dos ocupantes do carro estivesse mentindo, é correto afirmar que Rafael foi quem bebeu a cerveja.

Estamos falando de ‘Verdades e Mentiras’, assunto pouco utilizado pelo Cespe, porém exaustivamente cobrado por outras bancas. E já sabemos que, nesses casos, devemos TESTAR HIPÓTESES!

Vejam um exemplo aqui do blog:

Bom, devemos procurar quem bebeu a cerveja (dica do enunciado) e que ‘apenas um dos ocupantes do carro estivesse mentindo’ (dica do item 1).

Daí, teremos 4 hipóteses. Vejamos:
Respostas
H1
H2
H3
H4
— Não fui eu, disse Ricardo, o motorista.
M
V
V
V
— Foi o Lucas, disse Marcelo.
V
M
V
V
— Foi o Rafael, disse Lucas.
V
V
M
V
— Marcelo está mentindo, disse Rafael.
V
V
V
M

Na Hipótese 1, supomos que Ricardo é o mentiroso. Mas, encontramos uma INCONSISTÊNCIA! Vejam, Ricardo, que mente (M), diz que não foi ele. Logo, por ser mentira, foi Ricardo que bebeu a cerveja. Porém, Marcelo e Lucas, por estarem falando a verdade (V), apontam outras pessoas que beberam a cerveja. Isso não pode acontecer! Ou seja, a Hipótese 1 está furada! Assim, já concluímos que Ricardo não bebeu a cerveja, já que, nas outras hipóteses, a resposta dele será verdadeira, ok?

Na Hipótese 2, quem mente é Marcelo! Vamos ver se há inconsistência? Pela resposta de Ricardo (V), não foi ele! Marcelo, que mente, diz que foi Lucas. Então, pela mentira, não foi Lucas. Lucas, que fala a verdade, diz que foi Rafael. Por enquanto, Rafael bebeu a cerveja! Por último, Rafael, que fala a verdade, diz que Marcelo está mentindo.

Pergunto: Marcelo está mentindo? Está, PH! Então, a Hipótese 2 está P E R F E I T A ! ! ! Vejam que descobrimos quem bebeu a cerveja (apenas 1, que foi Rafael), só temos 1 mentiroso (que foi Lucas), enquanto as outras respostas são verdadeiras.

Testem as outras hipóteses e vocês verão que haverá inconsistência em cada uma delas, ok?

Item correto.

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PH
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